Roadtrip pela Costa Vicentina | Portugal

Roadtrip pela Costa Vicentina | Portugal

22 January, 2017 0 By hugocaro

Boas a tod@s,

Hoje vou-vos contar, com alguns detalhes a minha Roadtrip pela Costa Vicentina, de 7 dias!

Antes de tudo, deixem-me partilhar que esta Roadtrip foi planeada apenas 2 dias antes de seguirmos viagem, uma vez que tinha toda uma viagem planeada pelo Gerês nesta altura (Agosto, 2016), mas, infelizmente, grande parte do que queríamos visitar estava em fogo e alerta vermelho, e por isso, para prevenir, decidimos alterar à ultima da hora todo o plano das férias. (Não estou nada arrependido!)

Esta é uma viagem para quem gosta de pegar na mala, num carro e seguir à descoberta. (Pelo menos comigo resultou, já que as circunstâncias assim o obrigaram!)

Decidimos fazer de Sul (com inicio em Sagres) para Norte (com fim em Lisboa, doravante chamada Casa) para que a primeira grande viagem fosse logo no inicio enquanto o cansaço ainda não se tinha abatido em nós. Eu sei que quem corre por gosto não cansa, mas… preferimos assim! 🙂

Dia 1 – Sagres/Aljezur (235km de Casa)

Começamos a viagem bem cedo e partimos para Sagres, chegamos a Sagres ainda antes da hora de almoço, como bem poupadinhos que somos, trouxemos almocinho de casa, e sentamo-nos num jardim que por lá havia. É de referir que nesta semana precisamente estavam perto de 39º/40º o que torna a hora de almoço impossível estar na praia, depois de almoço (e para fazer tempo para a temperatura baixar) decidimos partir à descoberta de Sagres:

  • Farol do Cabo de S. Vicente

Pelo caminho para e do farol de novo para o centro da vila, aproveitem para parar numa loja completamente decorada com pratos, (vão conseguir vê-la!) e aproveitem para fazer aí as compras dos recuerdos de Sagres (se forem viciados em imans, como eu: contem com 2,5€ a 4,0€ por íman)

 

  • Praia da Mareta 

Depois de podermos conhecer o farol do cabo de S. Vicente, já a temperatura estava mais agradável para podermos ir apanhar uns banhos de sol. Em relação à água, esta foi a melhor água que apanhamos, estava mesmo mesmo agradável, a água estava “quente!” Não dava vontade de sair de lá! Na praia, existe um bar muito calminho, foi lá que fomos beber uma frize para refrescar durante a tarde. (A frize custou perto de 2,00€, para aqueles que gostam de saber com o que contar)

 

  • Praia da Baleeira

Decidimos passar o fim da tarde aqui! Na praia da Baleeira, é uma praia sem vigilância, com alguns cães e pessoas que gostam de mais liberdade para trazer animais. É uma praia mais “suja” (em relação à praia da Mareta) e de mais difícil acesso. (O meu carro ficou enterrado nas dunas, e precisei de ajuda de dois italianos para me ajudarem a salvar o bolinhas, correu tudo bem!), ficamos até se começar a levantar vento e depois partimos. Mesmo ao lado da praia é o porto da Baleeira.

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Porto da Baleeira

  • Centro de Aljezur

Depois de alojados no Parque de Campismo do Serrão (em Aljezur) – ler em baixo – fomos visitar o centro de Aljezur. É uma vila muito muito pequenina, mas muito animada à noite. Todos os restaurantes estavam lotados (mas também não fazia parte dos nossos planos comer fora esta noite) e lá ficamos num quiosque que fica perto de uma ponte com aspecto antigo mas cuidado, eu bebi uma imperial e paguei 1,50€. Aproveitem para ir até ao fim da vila a pé, é pequenina, vê-se em pouco mais de 40 minutos.

… Alojamento

Ficamos sempre alojados em Parques de Campismo, neste caso, neste dia ficamos no Parque de Campismo do Serrão, pagamos 5,50€ por adulto e 5,00€ da tenda, como éramos dois a despesa total ficou por 16,00€ esta noite. O parque de campismo em si, foi dos piores onde ficamos, é completamente desorganizado, cada um chega e monta onde quer, existiam carros a ocupar locais de acampamento, tentas e autocaravanas em todo o lado, de zero a cinco, eu daria um 3(vá, para não ser mauzinho), em relação aos restantes parques de campismo por onde passamos.

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As cadeirinhas vinham sempre connosco – Parque de Campismo do Serrão (Aljezur)


Dia 2 – Odeceixe (180km de Casa)

Este dia foi passado ali na zona de Odeceixe – começamos o dia por conhecer a vila de Odeceixe – muito pequenina mas encantadora! Tem alguns cafés e restaurantes espalhados pela vila, subimos até ao miradouro que tem uma vista de perder o fôlego, depois tentamos beber um café e foi aí que ficamos espantados… Já estava tudo fechado. Em Odeceixe o tempo é peculiar, os restaurantes e cafés fecham TODOS a partir das 14h00, portanto, se procura um local para se refrescar do calor, Odeceixe não é boa ideia – até comprar um íman foi difícil!. Deixo algumas fotos:

 

Posto isto, partimos para uma que dizem ser, das melhores praias da Costa Vicentina:

  • Praia de Odeceixe

Eu infelizmente não tive o prazer de a conhecer! Apesar da insistência em encontrar um lugar de estacionamento, e depois de 30 minutos à procura, desistimos, mas conseguimos observar a praia do cimo, da zona do estacionamento, e de facto, parece impressionante e extraordinária

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Praia de Odeceixe

  • Praia da Arrifana

Também não estivemos mesmo na praia, mas ficamos cá em cima a apreciar a vista, de facto, estavam de novo 40 graus e não somos especialmente adeptos de virar frangos na praia, por isso, preferíamos sempre ou as manhãs ou os fins de tarde, aqui paramos para observar a linda vista e para beber um café e comer uma tosta (paguei cerca de 4,00€ pelo café e por uma tosta mista no café-restaurante Brisamar, junto à descida para a praia)

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Praia da Arrifana – Odeceixe

  • Praia da Amoreira

Esta foi das minhas praias favoritas! É uma mistura de Rio com Mar que resulta em águas calmas, pouco profundas, limpas e maravilhosas. Se a isto, acrescentar-mos uma vista verde e poucas pessoas, temos uma praia TOP. Aqui foi onde montamos o estaminé e passamos o fim da tarde. Novamente, é uma praia sem vigilância, por isso, existiam alguns cães mas bastantes famílias a fazerem convívios. O acesso novamente é mais complicado, o estacionamento, novamente, é em bancos de areia, MAS desta vez o meu bolinhas safou-se. Adorei. Recomendo!

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Praia da Amoreira

… Alojamento

De Odeiceixe fomos para a Zambujeira do Mar, e foi no Camping VillaPark Zambujeira que ficamos alojados pelas próximas duas noite – aqui pagamos 6,25€ por noite (Cada um), 5,90€ por tenda, por noite, e ainda 3,75€ pelo carro (não existe estacionamento gratuito perto do parque, por isso, neste caso “compensou” – eu estrabuchei um bocadinho com a senhora pelo valor do carro (que, sendo que não havia outra hipótese era quase que obrigatório) e senhora lá fez uma atenção e só pagamos uma noite pelo carro. Assim sendo ficou um total de 40,55€ as duas noites, duas pessoas.

O parque em si, para mim foi o melhor. Era segmentado, apesar de não haver obrigatoriedade de onde colocar a tenda, exista uma certa organização. As zonas sanitárias, impecáveis. Tínhamos acesso à piscina sem nenhum custo extra, Wi-Fi por todo o parque, e ainda o meu bolinhas estacionado mesmo “ao lado” da minha tenda, o que me deixava bem aliviado. A este parque de campismo, eu daria um 4,5/5 face a todos em que estivemos nesta viagem. Para quem pensar em acampar, este é recomendado por mim.

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Camping VillaPark Zambujeira do Mar

 

Dia 3 – Zambujeira do Mar (163km de Casa)

Começamos o dia por conhecer o centro da vila da Zambujeira do Mar, espectacular! De todas as vilas que visitamos, esta foi a que eu mais gostei. Gosto de vilas assim, compactas, em que tudo está acessível. Fomos a pé desde o parque de campismo até à vila. São 10 minutos a andar em passo lento. Faz-se bem! Tomamos um café numa esplanada que existe logo à entrada, mesmo em frente ao jardim público da Zambujeira. Foi também a zona onde sentimos que existia mais movimento.

Depois de pequeno almoço tomado seguimos rumo às praias:

  • Praia de Nª Senhora

Esta praia não é a praia principal da Zambujeira, é uma encoberta por uma encosta gingantesca. Novamente, é uma praia não vigiada, sem estacionamento e de difícil acesso pelas dunas. É também uma praia onde as pessoas estão “mais à vontade” e como não é vigiada, está mais em estado “bruto”. Vão ter que descer uma escadaria ENORME, mas o pior é que depois a vão ter que subir de novo. Mas para fugir às praias cheias de pessoas em todo o lado, é uma óptima opção – é acessível a pé desde o centro (15/20 minutos). Passamos aqui a manhã.

  • Porto das Barcas

Que local excelente, para ver um lindo pôr-do-sol, no entanto, nós só paramos para respirar nas horas de calor. Não almoçamos aqui, como é óbvio, fizemos um almoço volante para comermos pelo caminho. Neste Porto das Barcas existe um restaurante “O Sacas”, com uma decoração excelente, completamente virado para o mar, mas: virado para os turistas, ou seja, eu bebi um café que custou 1,40€. Mas a vista também está incluída no preço. Recomendo.

 

  • Cabo Sardão

É aqui que vão conseguir caminhar pelos passadiços que nos conduzem a diversas zonas de observação do mar. A vista é fantástica, quem faz a Costa Vicentina, tem que passar pelo Cabo Sardão e observar o maravilhoso farol que lá existe também. O acesso é fácil e tem estacionamento, bem como: melhor de tudo, é gratuito! Percam uma hora, ou duas, por aqui que depois regressamos ao centro da Zambujeira do Mar!

 

  • Praia da Zambujeira do Mar

Quando chegamos já o sol se estava a pôr, e que excelente pôr-do-sol! Ficamos aqui um bocadinho, (e aproveitamos para umas fotografias! – fantástico!) Recomendo um pôr-do-sol nesta praia, mas, aconselho casacos. Mesmo no pico do Verão, à noite na Zambujeira faz frio!

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Pôr-do-Sol na Praia da Zambujeira do Mar

… Onde comer?

Neste dia, abrimos os cordões à bolsa e fomos jantar fora (e até direito a sobremesa tivemos, 🙂 )

Jantar: Restaurante Miramar, comemos um prato de feijoada de gambas (cerca de 10€ cada um) e dois jarros de Sangria Branca (para celebrar as férias!) – A Sangria era muito boa, e por isso justificava (mais ou menos) o valor 12€ cada jarro – de 0 a 5 daria um 3 e qualquer coisa, não foi excepcional e achei caro para a quantidade – Total: com entradas, sangria e prato para duas pessoas: perto de 50€. Não nos arriscamos a pedir sobremesa, porque já tínhamos outro caminho destinado para a mesma.

Sobremesa: Mabi, esta tinha mesmo que ser! Pelo que já tínhamos ouvido, tínhamos mesmo que vir aqui comer a sobremesa. Um Gouffre com Gelado, fica por 4€, e daqui têm a vista para a praia da Zambujeira do Mar. Recomendo!!! Para sobremesas, croissants e gelados, Mabi! – atenção: Esta Mabi só abre no Verão! A original e primeira Mabi daqui da nossa costa está localizada em Vila Nova de Milfontes. De qualquer forma, esta Mabi dá 3 a 0 à Mabi de Milfontes. Passagem obrigatória!

… Alojamento

Voltamos a ficar no Camping VillaPark Zambujeira (podem ver a minha avaliação na parte 1 deste post!)


Dia 4 – Vila Nova de Milfontes (137km de Casa)

Tinha as expectativas altas quando a Vila Nova de Milfontes, e talvez seja por isso que não fiquei especialmente atraído por Milfontes. Não digo que não gostei, porque gostei. Mas foi diferente do que estava à espera. Começamos o dia por nos alojarmos no parque de Campismo (Camping Milfontes), almoçar por lá (cozinhar por lá na bilha que trouxemos!) e depois partimos à descoberta da Vila.

A vila em si, não tem grande coisa a ver com a Zambujeira, não é um centro pequeno e concentrado, está tudo bem mais disperso e perdido, e as ruas da zona central durante o dia estavam praticamente desertas, decidimos experimentar a Mabi de Milfontes (por ser a primeira!) demoramos um bocadinho a encontra-la pois não é tão central como a da Zambujeira. Apesar da vista não ter NADA  a ver com a outra (esta está virada para a estrada e para prédios) a qualidade dos doces mantém-se. Novamente mais um Gouffre! Excelente!

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  • Forte de S. Clemente

Daqui pode ter-se uma vista perfeita sobre a costa de Milfontes, o edifício em si, estava fechado no dia que fomos, mas por fora acaba por ser também extraordinário. O local vale pela vista.

 

  • Praia da Franquia

A praia principal de Milfontes. Esta praia, por ser a principal, é portanto sobre-lotada. Para estender as nossas toalhas, batemos com a cabeça nos pés dos vizinhos de cima, e com os nossos pés nos vizinhos de baixo. Existe um bote que faz a passagem para a outra margem da praia, onde de facto está muito menos confusa. Mas este bote tem um custo de 5€, e muita gente, (como nós) prefere apinhar-se ali. A praia em si, excelente, apesar de um bocadinho suja (a areia). A água é fantástica! É calma e completamente transparente. Foi um fim de tarde fantástico – tão fantástico que adormeci e dormi até ao pôr-do-sol, soube bem 🙂

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Praia da Franquia – Vila Nova de Milfontes

Existem ainda outras praias maravilhosas que não tivemos tempo para conhecer (preferimos dormir na praia 🙂 descanso também é preciso!) – Praia das Furnas, do Malhão, e do Farol – se tiverem com tempo, aproveitem para conhecer!

Nisto a tarde passou e chegou a hora de jantar – mais uma vez abrimos os cordões à bolsa e voltamos a apostar em comer fora.

… Onde comer?

Jantar: procurávamos algo mais acessível que a noite anterior, (depois de alguma procura! Aqui não é tão fácil assim encontrar um restaurante com disponibilidade, uma vez que os restaurantes estão dispersos, como tinha dito no inicio do post)  até que batemos de frente com o Paparoca (avaliação no TripAdvisor) – é um restaurante muito muito pequenino, mas com uma esplanada muito acolhedora – basicamente servem sandes, ou refeições rápidas, mas com uma grande qualidade – as sobremesas, meu Deus! – muito boas! (Um fatia basta perfeitamente para duas pessoas! Recomendo!) Não tem menu, pois todos os dias é um menu diferente!

Comemos um bitoque cada um (muito muito bem servido), bebemos uma sangria, uma fatia de tarte merengada (que deu perfeitamente para dois!) e um café cada, ficou a refeição total por cerca de 22€ (um valor bem abaixo do que pagamos a noite anterior, e a comida, era diferente, claro, mas a qualidade não ficava nada abaixo, tem 5 estrelas em relação à qualidade-quantidade-preço!)

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Tomar um copo: Depois de jantar, e ainda com energias (uma vez que as repus todas durante a tarde) decidimos ir tomar um copo, e deixem-me dizer-vos que o centro de Milfontes ganha vida depois das 22h00, nem parecia a mesma vila! Tinhamos algumas opções, mas decidimos ir ao Green Island Bar – um bar cheio de estilo, decoração oriental e uma esplanada fenomenal. Bebemos um cocktail que ficou por cerca de 6€ a cada um. Recomendo – só abre a partir das 22:00.

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Green Island Bar – Vila Nova de Milfontes

… Alojamento

Esta noite ficamos alojados no Camping Milfontes é um parque de campismo familiar, dividido em 4 zonas: grupos grandes, famílias grandes, grupo pequenos e jovens – está assim dividido para cada zona não interferir com as outras – não fomos para a zona de jovens apesar de o sermos, por recomendação da própria recepcionista – pois é uma zona de “festa”.

Ficamos na zona dos pequenos grupos, que está dividida por alvéolos pequenos e segmentados, sendo que cada “grupo” fica no seu alvéolo rodeado por uma cerca de arbustos. É um parque de campismo muito grande, sendo os alvéolos pequenos, são, ainda assim, enormes para duas pessoas.

Gostei deste parque de campismo.

Zonas sanitárias, sem nada a dizer. O café do Parque, sem nada a dizer.

A única coisa chata: o acesso à piscina é condicionado mediante pagamento de uma taxa – não nos interessou e não fomos à piscina. No geral 4/5. A localização também é boa: 10 minutos a pé até ao centro, 15 até à praia.

Vamos a valores: 4,40€/noite/pessoa, 5,40€/noite/tenda & 4,80€/noite/carro, deu um total de 19,00€ por esta noite para duas pessoas. Valeu o dinheiro. Recomendo.

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Esqueci-me de tirar fotografia das cadeiras neste parque, de qualquer forma, deixo-vos uma foto do meu companheiro sempre que chegava ao parque. Sebastião, de seu nome.

 

ia 5 – Porto Covo (126km de Casa)

Porto Covo, das minhas paragens preferidas! Adorei o ambiente, adorei a vila central, novamente, tudo concentrado (restaurantes, cafés, artesanato) tudo na mesma zona. É uma vila muito pacata de gentes muito simpáticas!

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Centro da Vila de Porto Covo

Quando aqui estivemos, nesta mesma praça estava a decorrer uma feira de artesanato (infelizmente não tenho fotos da feira, mas dá para imaginar certo? :b)

Partimos então à descoberta:

  • Praia dos Buizinhos
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Praia dos Buizinhos

Por esta praia não paramos, mas ficamos a apreciar a vista que se tem cá de cima (já dá para ver a ilha do pessegueiro!) – a praia é mesmo muito pequena, e com muitooo pouco areal, mas ainda assim é a praia mais perto da Vila, no entanto, a praia mais conhecida aqui para estes lado é mesmo…

  • Praia da Ilha do Pessegueiro
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Praia da Ilha do Pessegueiro

Esta sim! É a praia mais conhecida aqui de Porto Covo, no entanto, não é acessível a pé (a não ser que tirem algum tempo do vosso dia para a caminhada!) pois ainda está deslocada do centro da Vila. É uma praia vigiada, mas a maré é terrível, a maré tem mesmo muita força. Cuidado com as crianças. Também aqui existem gaivotas e barcos para alugar para poderem visitar a Ilha do Pessegueiro. Nós não fomos lá porque tivemos diversas recomendações que não valia a pena o valor extra no orçamento, uma vez que no fundo, é um pedaço de terra com umas ruínas, mas se tiverem mais à vontade (€€€) vão e depois partilhem a experiência! Nesta praia, perto do estacionamento, também existe um restaurante (A Ilha) com uma vista soberba, vale a pena beber um café por lá.

Acabamos por ficar até ao fim da tarde nesta praia e depois partimos para o jantar:

… Onde comer?

Almoço: Primo Xico, andavamos à procura de um sítio económico (assim com menús do dia!) e encontramos o Primo Xico, comemos Carne de Porco com Migas (À alentejana), estava bom, foi rápido, era o que pretendiamos. O preço foi agradável, com entradas e sumos ficou por 20€ os dois. 4/5

Jantar: Restaurante Miramar, fomos ao homónimo da Zambujeira do Mar (apesar de não fazerem sequer parte do mesmo grupo) – gostamos pela localização – com uma excelente vista sobre o mar, num sol que ainda se estava a pôr. Comemos entradas, sangria (cerca de 15€) e um tacho de Arroz de Marisco (23€), o arroz estava óptimo – a quantidade não é a ideal para 2 pessoas com fome e pena que de “marisco” não vinha muito, mas estava delicioso, de qualquer forma, é um 3,5 em 5, a localização de facto, é 5/5. O total ficou por cerca de 40€. Recomendo depois beber um café e um Marquês na própria Cafetaria Marquês.

Sobremesa: Prime, Antes de virmos para aqui, nas nossas pesquisas e por comentários de pessoas que já cá tinham estado, informaram-nos que a Prime era um sitio divinal para um gelado. Pois que… eu pessoalmente não adorei. Achei demasiado caro (o gelado é pago a peso) e sem grande variedade – sendo que estávamos no pico do verão, e do turismo, só existirem 5 ou 6 sabores disponíveis… Fiquei desiludido. Cada gelado ficou por perto de 6,00€ (e não estamos a falar de um gelado enorme!) – mas vinhamos com o gold standard da Mabi (que eu continuo a recomendar – Vila Nova de Milfontes & Zambujeira do Mar) – uma alternativa EXCELENTE são os gelados da Gelataria Marquês (é o mesmo sitio que recomendei em cima para beber um café – fomos lá no dia seguinte, e não nos arrependemos!)

… Alojamento

Estas duas próximas noites tínhamos decidido que íamos ficar por Porto-Covo (já estávamos a ficar cansados de montar e desmontar a tenda a toda a hora!).

Ficamos no Porto Covo Camping que foi o parque de campismo em que estivemos mais tempo para fazer check-in (uma hora sensivelmente!). Se optarem efetivamente por ficar neste parque de campismo, garantam que fazem o check-in logo pela manhã, porque o parque enche. E eu não tinha entendido porque é que o parque enchia, e o check-in demorava tanto tempo… Até que…

Chega a nossa vez e somos conduzidos ao espaço para campismo livre – bem, é um relvado atrás de uma das casas que o parque tem para alugar. É um espaço muito pequeno mesmo, estamos a falar de uma zona de sensivelmente 15x15m, no qual um senhor nos indica o nosso quadrado de 2x2m de espaço… Não foi a melhor das impressões. De qualquer forma, para além de ser um espaço reduzido não nos pudemos queixar, as instalações sanitárias e o café, são ok. Não são extraordinárias e certamente estivemos noutros parques melhores, mas o que nos fez permanecer mesmo foi o valor. É um parque de campismo extraordinariamente barato, e por isso não nos podemos queixar, e só se estranha ao início, depois entranha-se.

Valor: 3,95€ por pessoa por noite + 5,50€ por noite por tenda = 26,80€ por duas noites para duas pessoas. Assim vale a pena! 🙂


Dia 6 – Sines (118km de Casa)

Neste dia decidimos que iamos mesmo só dar uma volta a Sines. Mas sem nada muito pensado e acabamos no castelo a tirar uma fotografia panorâmica muito interessante.

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Sines

Sines não é uma localidade como as que nos tínhamos habituado até aqui, de todo. Já é cidade, é um estilo de vida completamente diferente. Mas se tiverem tempo, recomendo principalmente pelos Vasquinhos:

Custa 1,10€ e, a meu ver, talvez pela proximidade de Porto Covo, é igual ao Marquês que falei à pouco. De qualquer forma, se quiserem repetir a mesma experiência, mas dar-lhe um nome diferente, aqui fica a sugestão 🙂 Para além dos Vasquinhos (doce típico de Sines) existem 1001 outros doces de crescer água na boca na montra. Por isso, façam o favor de se perder.

  • Praia de S. Torpes
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Praia de S. Torpes – Sines

Pelo que consta, a água de S. Torpes é quente (devido à central termoeléctrica que faz parte da paisagem desta praia) – mas nós não tivemos sorte. A central estava encerrada, por isso a água estava “normal” = fria. A praia estava completamente LOTADA, e a água estava com um tom mais turvo. Não fiquei fã. Mas prometi que voltaria um dia que me garantissem que a água de facto, é quente!

… Onde comer?

Neste dia levamos umas sandocas feitas do parque (para o almoço) e voltamos a Porto Covo para jantar uma sapateiras e uns chocos fritos (não apontei o nome do restaurante) mas o serviço foi extremamente lento, e por várias vezes tive que me levantar para ir pedir coisas ao balcão, e talvez seja por isso que nem apontei o nome – pagamos cerca de 25€ 🙂

… Alojamento

Voltamos a ficar no Porto Covo Camping (ler em cima a minha opinião)


Dia 7 – Comporta (60km de Casa)

E chegou o último dia da aventura!

Com a melancolia e já a saudade dos tempos passados nesta Costa Vicentina, que é Portuguesa e é um dos meus (nossos – Portugueses!) orgulho, mas antes de irmos diretos a casa, ainda paramos (uma paragem muito rápida!) pela Comporta.

A vila da Comporta é bastante interessante, o valor de um simples café já aumentou em relação a Porto Covo, de qualquer forma. Como já não tínhamos comida, passamos pelo único supermercado que existia por lá e compramos qualquer coisa (estava LOTADO! e fechava às 13h00 e já eram 12h59, mas ainda conseguimos)

Depois de almoçar fomos então até à praia da Comporta:

  • Praia da Comporta
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Praia da Comporta

Acabamos por nem estender as toalhas, sentamos-nos um pouco e depois acabamos por ir embora, deixem-me informar-vos que é na Comporta que existe o MELHOR BAR DE PRAIA DO MUNDO! (Restaurante Sal) – Claro que com o nome, vem o preço e a disponibilidade. Queríamos beber um café aqui (que custa perto de 5,00€ – mas uma pessoa não vive para sempre!) mas nem mesa para bebermos um café tínhamos, pois estava tudo reservado – fica para a próxima! Se vierem aqui, digam-me a vossa experiência, tenho muita curiosidade!

Este foi um dia muito rápido, uma passagem muito rápida, e ao fim de 7 dias chegamos finalmente a casa com a carteira um bocadinho mais vazia (ver em baixo) mas com a alma muito mais cheia. É por paisagens como as que vi, e que recomendo todos a ver, que tenho orgulho em ser Português!


Quanto gastei?

Vou fazer as contas para duas pessoas, porque muitos dos valores foram a dividir por dois e cá vamos:

  • Transporte (carro) – 100€ (portagens e gasóleo a partir de Lisboa)
  • Alimentação (comida comprada) – 50€
  • Alimentação (comer fora) – 180€ (inclui todos os lanches, doces, almoços e jantares)
  • Alojamento– 102,35€
  • Recuerdos – 40€ (um íman por dia)

Fiz uma viagem de 7 dias, não me “poupei” em nada (não fiz grande extravagâncias, mas fiz tudo o que gostava mesmo de fazer!) e ficou a 236€ (tudo incluído, por pessoa), claro está que caso fossemos mais, o valor seria mais em conta (principalmente a estadia o transporte)

Se tiverem alguma questão ou alguma dúvida, força! Estou sempre receptivo a mensagens ou comentários!

 

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